| 27/05/2010 - Presos dois suspeitos de matar delegado na Bahia |
| A polícia prendeu na noite desta quarta-feira dois suspeitos de participar do assassinato de um delegado no momento em que dava uma entrevista por telefone em Camaçari, na Bahia. Clayton Leão, titular da 18ª Delegacia da cidade, estava conversando com os locutores da rádio Líder FM, pelo celular, quando foi baleado. A entrevista foi interrompida pelos gritos da mulher do delegado, que não ficou ferida. Os detidos são Rinaldo Valença de Lima, que teria dirigido o carro, e Edson Cordeiro, que teria feito os disparos.
Os ouvintes que acompanhavam a programação escutaram os gritos desesperados da mulher pedindo socorro às pessoas na rua. O delegado falava sobre o combate ao tráfico de drogas na região. (Jornal Hoje: ouça o áudio ) Locutor- 'Prefeito, só para encerrar mesmo. E o caso Glauber, doutor?' Delegado: - "Pera aí, pera aí, pera aí." (( som de três tiros )) Locutor: - "Doutor, doutor?" Mulher do delegado - "Meu Deus do céu, meu Deus do céu, meu Deus do céu. pegaram Clayton aqui na Cascalheira, viu minha gente? Pelo amor de - Ai meu Deus! Ai, meu Deus do Céu! Pelo amor de Deus, me ajuda - gritou a mulher. O locutor ficou assustado e pediu ajuda da polícia. - Alguma coisa grave aconteceu com o nosso delegado. Não tem outra justificativa. Ele estava ao vivo conversando comigo e com o Marco Antônio e depois entrou essa senhora em desespero. A gente precisa saber o que aconteceu. Ele estava em Arembepe, não é? Atenção, Polícia Civil. Ele estava na Estrada da Cascalheira - disse o locutor, ao vivo. Segundo testemunhas, o delegado havia saído de casa para levar a mulher ao trabalho, numa clínica odontológica, e parou o carro numa estrada secundária, a Estrada da Cascalheira, para dar entrevista a uma rádio local. Um Corsa branco se aproximou. Um homem desceu e atirou duas vezes contra o delegado, na cabeça. O carro usado pelos assassinos era um táxi que havia sido roubado na madrugada desta quarta-feira na Região Metropolitana de Salvador. O carro foi achado queimado em uma estrada de terra, na zona rural de Camaçari. O taxista já foi ouvido pela polícia. O delegado assassinado estava na Polícia Civil da Bahia desde março de 2004 e trabalhava em Camaçari desde 2008. Ele havia completado 35 anos de idade em fevereiro passado e era considerado um bom policial. - Ele estava fazendo um bom papel, um bom trabalho. Eu não sei se isso incomodou alguém - diz Carlos Lima, presidente do Sindicato da Polícia Civil. |

